Educação, território e justiça no Semiárido Brasileiro:

fundamentos epistemológicos, pedagógicos e político-territoriais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36470/famen.2026.r7a09

Palavras-chave:

Semiárido brasileiro, Educação do campo, colonialidade, convivência, epistemologias do Sul

Resumo

Este artigo introdutório apresenta os fundamentos epistemológicos, pedagógicos e político-territoriais que sustentam o dossiê temático “Educação, Território e Justiça: Pedagogias da Resistência e Epistemologias da Convivência no Semiárido Brasileiro”. Por meio de revisão integrativa da literatura, realizada entre outubro de 2025 e abril de 2026, foram triados 1.847 registros nas bases SciELO, LILACS, ERIC, Scopus e Google Scholar Acadêmico, resultando em corpus final de 27 estudos. O objetivo foi mapear e articular os eixos conceituais de colonialidade curricular, pedagogia territorial, justiça climática e epistemologias do Sul que atravessam os doze artigos do dossiê. Os resultados demonstram que a produção acadêmica sobre educação nos Semiáridos opera em tensão permanente entre a herança colonial dos currículos hegemônicos e as práticas pedagógicas de convivência enraizadas nos saberes sertanejos. Identificam-se quatro eixos estruturantes: colonialidade e resistência biocultural; território, ecologia e conhecimento ancestral; justiça, clima e subjetividade; e tecnologia, gênero e permanência escolar. Conclui-se que o Semiárido constitui não apenas um locus geográfico, mas um campo epistemológico em disputa, onde pedagogias da resistência e epistemologias da convivência emergem como resposta crítica à colonialidade do saber e do poder.

Palavras-chave: Semiárido brasileiro; Educação do campo; colonialidade; convivência; epistemologias do Sul.

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Publicado

03-06-2026

Como Citar

Ramos, P. R. ., Pereira Filho, A. ., & Pereira, S. C. . (2026). Educação, território e justiça no Semiárido Brasileiro: : fundamentos epistemológicos, pedagógicos e político-territoriais. REVISTA FACULDADE FAMEN | REFFEN | ISSN 2675-0589, 7(2), 1–17. https://doi.org/10.36470/famen.2026.r7a09