Políticas de EJA no Semiárido:
urbanização pedagógica, alfabetização funcional e emancipação produtiva
DOI:
https://doi.org/10.36470/famen.2026.r7a13Palavras-chave:
Territorialidade, agroecologia, Educação do campo, soberania alimentar, desenvolvimento territorialResumo
O artigo analisa as políticas de Educação de Jovens e Adultos no Semiárido brasileiro a partir das tensões entre alfabetização funcional, territorialidade e emancipação produtiva. Parte-se do problema de que grande parte das políticas de EJA continua subordinada a racionalidades urbanocêntricas e produtivistas, desconsiderando especificidades socioterritoriais, ecológicas e culturais das populações rurais. O objetivo consistiu em investigar como a literatura científica recente tem discutido a relação entre escolarização, permanência territorial e desenvolvimento no contexto semiárido. Metodologicamente, realizou-se uma Revisão Integrativa de Literatura desenvolvida entre novembro de 2025 e abril de 2026, utilizando bases nacionais e internacionais. Inicialmente, foram identificadas 738 referências, posteriormente submetidas a procedimentos de triagem, elegibilidade e refinamento analítico, resultando em um corpus final composto por 23 estudos. Os resultados evidenciaram predominância de políticas educacionais orientadas pela lógica da empregabilidade, da certificação funcional e da adaptação econômica, frequentemente associadas a currículos urbanos e descontextualizados. Em contrapartida, os estudos também revelaram experiências emancipatórias vinculadas à Educação do Campo, à agroecologia, à educação popular e aos movimentos sociais rurais. A discussão demonstrou que a EJA no Semiárido constitui campo de disputa política e epistemológica entre modelos de escolarização funcional e propostas territorializadas de formação crítica. Conclui-se que a superação da urbanização pedagógica exige políticas de EJA comprometidas com territorialização curricular, sustentabilidade, soberania alimentar e permanência produtiva no campo.
Palavras-chave: Territorialidade; agroecologia; Educação do campo; soberania alimentar; desenvolvimento territorial.







