Resiliência alimentar no Semiárido:

escola rural, tecnologias sociais e adaptação climática na Caatinga

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36470/famen.2026.r7a14

Palavras-chave:

Agroecologia, convivência climática, Educação do campo, segurança hídrica, soberania alimentar

Resumo

A intensificação das mudanças climáticas tem ampliado a vulnerabilidade alimentar das populações rurais do semiárido brasileiro, especialmente em territórios marcados por insegurança hídrica, fragilidade produtiva e desigualdades socioambientais históricas. Nesse contexto, a escola rural emerge como espaço estratégico de articulação entre alimentação escolar, agricultura familiar, tecnologias sociais e adaptação territorial. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente como a produção científica caracteriza a escola rural enquanto núcleo de segurança alimentar e vetor de tecnologias sociais frente à vulnerabilidade climática da Caatinga. Trata-se de uma revisão integrativa de abordagem qualitativa, realizada entre outubro de 2025 e abril de 2026, a partir de buscas nas bases Web of Science, Scopus, PubMed, SciELO, LILACS e Portal CAPES. Inicialmente, foram identificadas 1.125 referências, das quais resultou um corpus final fechado composto por 29 trabalhos selecionados após procedimentos de triagem, elegibilidade e análise crítica. Os resultados evidenciaram que a escola rural ultrapassa sua função pedagógica convencional e passa a operar como infraestrutura sociotécnica de resiliência territorial, articulando segurança alimentar, circulação de conhecimentos ecológicos, tecnologias sociais e fortalecimento comunitário. A discussão demonstrou que políticas alimentares fragmentadas apresentam capacidade limitada diante da complexidade territorial da Caatinga, exigindo integração entre segurança hídrica, agroecologia, educação contextualizada e adaptação climática. Conclui-se que a escola rural constitui elemento estratégico para construção da soberania alimentar e da resiliência climática no semiárido brasileiro.

Palavras-chave: Agroecologia; convivência climática; Educação do campo; segurança hídrica; soberania alimentar.

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Publicado

03-06-2026

Como Citar

Cavalcante, E. H. M. ., Cunha, P. P. da ., Miranda, F. B. ., & Santos, L. S. T. . (2026). Resiliência alimentar no Semiárido: : escola rural, tecnologias sociais e adaptação climática na Caatinga. REVISTA FACULDADE FAMEN | REFFEN | ISSN 2675-0589, 7(2), 176–218. https://doi.org/10.36470/famen.2026.r7a14