Ensino variacionista e plataformização:
por onde caminha o ensino de MT?
DOI:
https://doi.org/10.36470/famen.2026.r7a42Palavras-chave:
Variação linguística, plataformização, política curricularResumo
Este artigo é uma atividade de pesquisa lincada ao Programa de Pós- Graduação em Linguística da UNEMAT na linha de pesquisa da Sociolinguística e tem por finalidade discutir a política atual de organização curricular para o Sistema de Ensino da Rede Estadual de Mato Grosso, quando propõe diversas plataformas de ensino na área de linguagem, tal como Plataforma Plural, Letrus, Mais Inglês e ainda, Plataformas voltadas para a formação continuada de professores que ancoram a organização das práticas curriculares, aqui em específico, quando se trata da variação linguística, como um conjunto de habilidades a serem trabalhadas pelos professores de Língua Portuguesa no trato do ensino da língua materna. Este texto, tem por base os estudos de Antunes (2023,2007), Bortoni-Ricardo (2005, 2021,), Almeida e Bortoni-Ricardo (2023), Weinreich, Labov e Herzog - tradução Marcos Bagno (2023). Os dados, coletados por meio de entrevistas e aplicação de questionários a professores de LP de duas escolas em MT, uma em Cuiabá e outra em Várzea Grande, com base nos pressupostos da pesquisa sociolinguística e indicam que o tempo pedagógico dos professores de LP tomados pela necessidade de uso das plataformas tendem a criar lacunas nas práticas pedagógicas que se desenvolve na sala de aula, contribuindo para possível silenciamento ou mesmo criar uma subcategorização do ensino variacionista quando se trata de regionalidades importantes, tal qual o falar cuiabano. A relevância está em contribuir para a formação de professores e subsidiar discussões acerca da implementação do ensino variacionista e da política curricular em Mato Grosso.
Palavras-chave: Variação linguística; plataformização; política curricular.







